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Posts Tagged ‘Cinema’

Dentre as várias facetas da máfia napolitana reveladas no filme Gomorra, o “Cidade de Deus” italiano também mostra de onde pode vir um vestido de luxo, no caso um Valentino. O vestido, feito por pessoas ganhando uma miséria e trabalhando em péssimas condições é vendido por uma ninharia e aparece (pasmem) em Scarlett Johansson, em 2006, na estreia do filme Dália Negra (exatamente este da foto). O mais assustador é ver o grau de criminalidade logo lá, no primeiro mundo. Um crime que investe seus ganhos no mundo todo.

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No final do ano passado sofri uma over dose de filmes do cineasta italiano Michelangelo Antonioni. Tudo começou quando assisti ao filme “Profissão: Repórter” (The Passenger), com Jack Nicholson (incrível!) e Maria Schneider (veja o trailler aqui). Fiquei maluca! Achei a cena final tão inovadora que lá fui eu assistir aos seus outros filmes: “A Aventura”, de 60, “A Noite”, de 61, “O Eclipse”, de 62, “Blow-Up”, de 66, “Zabriskie Point” de 70 (que eu não entendi direito porque vi uma cópia em russo) e Profissão: Repórter”, de 74. Não sei explicar por que este meu interesse, mas recomendo todos os títulos prá quem tiver paciência, e pelo menos “Profissão: Repórter”, prá quem for mais afoito. Explico-me: Antonioni era chamado de ” o poeta do tédio”, pela maneira como filmava as questões existenciais: cenas lentas, silêncios, closes e cortes sem explicação aparente, enfim, um tipo de cinema que não se faz mais atualmente, um cinema que não é intretenimento, mas considerado como forma de expressão “total”: um ponto de encontro entre a arquitetura, literatura, filosofia.

Li a pouco tempo que Antonioni pretendia rodar no Brasil. Fez locações em Brasília e na Amazônia; a aridez em oposição à umidade. Mas nunca conseguiu realizar o projeto, que foi vetado pelo seu produtor. O filme se chamaria “Tecnicamente Doce” e o roteiro é de 66. Bem, acho que teria sido o seu melhor filme. Segundo o próprio diretor, sua “intenção, em resumo, era tocar no tema do canibalismo, declinado sob todas as suas formas”. Imagine só?

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