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Archive for the ‘design’ Category

Etna e Ikea

Este vídeo foi filmado na loja Etna de São Paulo, correto?

Errado. Foi filmado numa loja Ikea, rede de lojas sueca, hoje espalhada pelo mundo.
É impressionante pensar que ainda copiamos na cara dura tudo o que vem de fora. E o que eu faço com o meu diploma? Vergonha alheia…

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Este final de semana, acabei dando uma passada na Fnac. Bom, sempre que isso acontece, acabo comprando um livro… Mas, encaremos os livros como um investimento à nossa inteligência (se for um livro bom, claro)!
Ufa, tive sorte, o livro é incrível! E recomendo para todos os designers ou envolvidos no processo criativo voltado ao mercado. Ele trás uma ótima reflexão sobre o mundo dos produtos e nossa relação com os objetos que nos rodeiam. E isso inclui a Apple, claro, que anda lançando tanta coisa e sucateando nossas maquininhas tão rapidamente… Dá um espia! O escritor, Deyan Sudjic é diretor do Design Museum de Londres e tem várias publicações.

Autor: SUDJIC, DEYAN
Tradutor: SILVA, ADALGISA CAMPOS DA
Editora: INTRINSECA
Assunto: DESIGN INDUSTRIAL E GRÁFICO

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Geralmente, não leio e-mails deste tipo, mas este sob o assunto de Arte Visual me chamou a atenção. Que tristeza….

O e-mail promete a solução visual para você e a sua empresa. Confira o que estas pessoas andam fazendo com a nossa profissão, nós, os verdadeiros designers, que estudam a todo o momento, pesquisam, visitam exposições, assistem filmes, fotografam, construindo um repertório digno de um profissional da área:

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Socorro! Cuenda para este logo…. Estes elementos sem razão de ser, todos misturados, estas milhares de fonte, enfim… Este cara faz Poluição Visual. Faça me o favor!!!

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E estes então? É de chorar…. Aí está alguém que aprende um programa vetorial e sai metendo clipart em tudo… O mais triste é saber que nossos contratantes possuem tanta informação visual quanto este chapa aí. E o que acontece? Os palhaços que fazem estas porcarias cobram um valor ridículo. E a gente precisa concorrer com estes fanfarrões….

Estou indignada.

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Vai um emprego aí?

Imagem2Gosto de olhar o caderno de empregos do jornal de vez enquando prá ficar por dentro do mercado. E olha, desde a crise, tem sido uma tristeza. Na maioria das vezes, não há nenhuma vaga para designers anunciada. E hoje vi que nosso presidente vai comprar produtos têxteis bolivianos com tarifa zero. Tá ele lá, na primeira página, tal qual um hawaiano. Como designer especializada em moda, não consigo entender a falta de interesse governamental neste setor. Estamos acabando com a nossa indústria têxtil… Uma das que mais empregam…

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Eu não sei, mas não gosto muito quando a referência vai além da conta e fica evidente no resultado. Como esta campanha de inverno da Arezzo. A lembrança das fotos de Madonna por Steven Klein são evidentes. No mundo contemporâneo, o primeiro passo da criação passa obrigatoriamente pelas referências, a etapa de pesquisa. Porque já sabemos, nada se cria do nada. Temos um tema e com alguma idéia já pré-estabelecida do que vamos querer comunicar, começamos a pesquisa de referências. Com ela, podemos ver diversas maneiras de se dizer o que pretende, lapidar a idéia, e não cair na simplicidade de apenas um resultado. Ao longo da pesquisa, vamos reformatando a idéia e no final, temos um híbrido de informações, que recombinadas, dão origem à uma nova criação. Daí entra o talento do designer em recompor uma idéia, uma linguagem, combinando referências e o próprio repertório. Mas neste caso da Arezzo, a fonte é evidente, nada de novo é apresentado. Uma pena.

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Nomes da Moda

Jesuis, alguém de bom gosto nos salve. Estava olhando a revista Elle deste mês e me deparei com os novos anunciantes de moda. Vamos lá: Satryan – Exclusive Shoes and Acessories, DTA, Mamô Brasil, Trettiore., Rery, Mr. Cat, Brix, Andarella, Abusiva, Awake, Dimy, Raphaella Booz, Pulo do Gato, Beejeans, Fellipe Krein, Miezko, Four One, Gata Bakana, Vicenza, Presidium, Guapa Loca, Lança Perfume.

Como se não bastassem os péssimos nomes, as campanhas são tão ruins quanto. Vamos analisar algumas:

Uma que não citei acima, mas que vale a pena comentar é a Colcci. Mais uma vez, nossa musa Gisele em pose, produção e cenário bestas:

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É sempre assim quando se trata da mistura Gisele + Colcci. Faz um tempão que a marca aproveita a diva da forma mais tosca possível, tanto em desfiles quanto em campanhas. Mas o que dizem por aí é que a marca vende horrores, então, acho que preciso voltar prá escola e rever todos os meus conceitos de design e marketing…. O mais triste é saber que o público responde bem a algo tão sem qualidade…. Estamos nos nivelando por baixo.

Mamô Brasil: o site é fofo e a idéia, bem brasileira, mas esta foto não está boa prá uma campanha de revista…. O cabelo parece sujo… e a maquiagem não foi das mais felizes, entre outras coisas. Que informações apreendemos sobre a marca ao ver uma menina cheirando rosas no matagal?
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Trettiore: O site é bonito, mas a tipografia da marca é bem feia. E a campanha, ficou com cara de qualquer coisa. Que informações de moda vemos na foto abaixo? Que mulher é esta? Ela trabalha numa obra? Sua casa está em reforma? Ela está parada neste muro esperando o ônibus? E olha que na Elle, eles fizeram uma edição, poluindo ainda mais a imagem.
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Rery: Esta foto está particularmente ruim. A locação não ajuda, a cor e a geometria estão em desacordo com o look proposto. Bem, e quanto ao look, deixa muito a desejar. A calça parece apertada, e o caimento da barra com este sapato deixou a modelo com pernas esquisitíssimas, parecendo a Margarida, namorada do Pato Donald. A modelo é bonita, mas nada combinou com nada.
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Brix Jeans: A logo é ruim. E nada mais brasileiro que esta galera vinda de Londres, depois de uma trombada com Cindy Lauper.
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Dimy: O tema da coleção é a Turquia. O quão turco é esta foto de campanha? Quantas referências de lá foram retrabalhadas para chegarmos à uma nova linguagem? E a logo é tão esportiva, que lembra uma marca estilo Puma e Nike da vida. Ah! E na campanha, escreveram bem grandão o nome da modelo…
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Raphaella Booz: (Não se assuste com a música quando entrar no site). Aqui está,  Ellen Jabour, usando um vestidinho felpudo com luvas de cetim uva, sandália de crôco pink e bolsa de zebra psicolélica. Onde esta pessoa vai com tantos materiais diferentes? Alguém desta marca conhece a Bonequinha de Luxo – Audrey Hepburn? Ela sim sabia usar umas luvas…
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Pulo do Gato: Não sei o que dizer…. Reparem na quantidade de elementos: Cetim, onça, couro preto, tapete felpudo. E estes elementos estão dispostos assim prá comunicar algo? Conseguimos identificar a mensagem que cetim+onça+couro+felpa quer comunicar? Não. Podemos pensar: esta mulher usa sandália plataforma de onça com camisola? Estaria ela na sala da sua casa? No escritório? Ela é rica, por isso mistura tanta coisa? Não sei, não sei…
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Bem, por enquanto, vou ficando por aqui…. Queria estar tecendo elogios e mais elogios, mas estou muito preocupada com nosso futuro enquanto designers.

Semana passada fui almoçar com um designer fera. Que está há muito tempo no mercado. E ele estava falando que foi contratado para desenvolver uma logomarca. A resposta do cliente ao seu trabalho foi: Não gostei.

Bem, não gostei não é parâmetro prá se jugar algo que um profissional de imagem faz. Se o cliente contrata alguém que estudou e atua em comunicação e design, é de se pensar que ele vai deixar este assunto a cargo do profissional.

Mas não é isto que acontece. Trabalha-se com pessoas de repertório cada vez mais limitado. Que se contenta em dizer um não gostei à principal comunicação de sua marca.

Se este grande designer passa por isso, imaginem nós, pobres mortais tentando sobreviver….

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Cartaz Rico!

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Neste sábado, participei de uma oficina de cartaz no ateliê do designer Rico Lins. A oficina começou com a leitura das manchetes dos jornais do dia e das capas das revistas semanais. A partir daí, escolhemos um tema e começamos. O meu, foi sobre a 28ª Bienal de São Paulo e o grande vazio atual desta edição e da instituição. Não podíamos utilizar computador, apenas tinta, xerox, fotos de revistas, tesoura, cola. Foi uma experiência enriquecedora.

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Este cartaz surgiu de uma brincadeira com o logo da bienal nesta edição. A curadoria de Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen pretenderam com o andar vazio, provocar a reflexão sobre a instituição, sua vocação e a crise financeira. Até 1962, a Bienal foi ligada ao MAC e formou o acervo do museu. Também servia para colocar São Paulo no roteiro das artes e mostrar o que novo estava sendo feito. Após 62, houve o rompimento com o MAC e é criada a Fundação Bienal. E o evento adota os moldes da Bienal de Veneza, convidando os países a participarem. Em 1980,  repensou-se o evento e iniciou-se a fase curatorial e as questões temáticas. No ponto de vista de Ivo Mesquita, este tipo de forma expositiva não funciona, uma vez que para ele é impossível reunir 150 obras contemporâneas sobre o mesmo tema. E cita a Bienal do Mercosul, como mais um motivo para se pensar a instituição. Sim, pensar a instituição é necessessário e urgente, mas o que se vê ao visitar a 28ª Bienal não provoca reflexões positivas. Mais produtivo teria sido convocar o público a participar do andar vazio com atividades e ações que possibilitassem a discussão.

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