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Archive for the ‘Cinema’ Category

BRIGHT STAR

Ou Brilho de uma Paixão conta a história de amor entre o poeta romântico Keats e Fanny Brawne. Filme lindíssimo, que faz a gente pensar neste sentimento que algumas poucas vezes nos pega de jeito!

Endymion (trecho)  John Keats

O que é belo há de ser eternamente
Uma alegria, e há de seguir presente.
Não morre; onde quer que a vida breve
Nos leve, há de nos dar um sono leve,
Cheio de sonhos e de calmo alento.

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Ou o Golpista do Ano, baseado em fatos reais, conta a história de Steven Russell, um inteligente golpista que fugiu dezenas de vezes da cadeia, usando os mais loucos disfarces. Bem divertido.
Mas atenção: apenas prá quem não se incomoda com demonstrações de afeto gay.

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Lust, Caution

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É o novo filme do diretor chinês Ang Lee, o mesmo de Brokeback Montain, e aqui traduzido para Desejo e Perigo.
O filme é lindíssimo, mas causou discussão sobre as cenas de sexo (aposto que deve ter sido nos Estados Unidos, o pessoal lá parece que tem problemas com este assunto). Mas o que me fascinou neste filme é o embate que ocorre entre os gêneros. A espiã, lindamente vestida, com casacos de chuva e vestidos chineses, relógio fininho dourado e chapéu deve seduzir um alto funcionário do governo japonês, no período em que eles invadiram a China. Ele na verdade é um torturador de prisoneiros da resistência chinesa. Ele nunca sorri. Temos então a delicadeza e a sedução feminina contra a aridez, objetividade e agressividade masculinas. Os closes que realçam este jogo (o olhar duro do algoz, seu sorriso cínico e depois uma pequena lágrima, o batom, o perfume, as jóias, todos os arsenais da sedução) dão mais força à situação. O filme possui muitas outras nuances, mas esta foi a que me chamou mais a atenção, porque nos dias de hoje, os gêneros andam um tanto confusos, não? Seria bom que as mulheres voltassem a ser mulheres (e não mulheres disfarçadas de homens) e os homens, homens (e não seres perdidos com a emancipação e masculinização feminina), sem voltarmos ao velho machismo e ao feminismo que acho que não nos servem mais.

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Dentre as várias facetas da máfia napolitana reveladas no filme Gomorra, o “Cidade de Deus” italiano também mostra de onde pode vir um vestido de luxo, no caso um Valentino. O vestido, feito por pessoas ganhando uma miséria e trabalhando em péssimas condições é vendido por uma ninharia e aparece (pasmem) em Scarlett Johansson, em 2006, na estreia do filme Dália Negra (exatamente este da foto). O mais assustador é ver o grau de criminalidade logo lá, no primeiro mundo. Um crime que investe seus ganhos no mundo todo.

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Fui assistir ao filme Homem de Ferro (muito legal, diversão garantida) ontem e vi o trailler do novo Indiana Jones. Impressionante como passados tantos anos, Harrison Ford continua o mesmo chuchu de sempre. Não queria pensar desta forma, masss, imagine se fosse uma mulher no papel? Ela estaria mais para Pelanca Jones. Por que a maioria dos homens continua bem apesar das rugas e nós mulheres, despencamos? Magoei.

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Caveira!

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Ontem finalmente encontrei coragem e assisti ao filme Tropa de Elite – Bope. Coragem porque estava com receio da violência que dizem existir no filme. Mas a curiosidade foi maior, ainda mais depois do que houve na exibição do filme no Festival de Berlim: a cópia com legenda em inglês não foi encontrada, e depois de muito atraso, o filme foi traduzido por uma mulher…. ao vivo. Imagino a coitada traduzindo todos os palavrões e gírias e o público, a maioria da imprensa, submetidos a isto. Não, isso não ajudou ao filme e as críticas foram ou de amor ou de ódio, o mesmo que aconteceu por aqui. Mas mesmo assim, só agora depois de vê-lo, entendo porque o filme é tão polêmico.
Ele não traz nenhuma novidade de roteiro ou de filmagem, neste ponto é bem parecido com Cidade de Deus. O que acontece é um grande desconforto quando o filme acaba e a gente percebe que torceu o tempo todo para o Batalhão de Operações Especiais. E isto significa ser conivente com toda a violência que o Bope faz uso prá fazer valer sua lei. Segundo o filme, não existe outra maneira de combater o tráfico, já que a polícia é corrupta e os bandidos estão armados até os dentes. É a força bruta e somente ela, quem fala mais alto, nesta vida cão das favelas do Rio de Janeiro.
Esta ambivalência de sentimentos também é vivida pelo protagonista, o Capitão Nascimento, que vê sua humanidade ressurgir com a chegada do seu primeiro filho, humanidade que não é permitida em sua profissão. E então, ele pede para deixar a tropa. Vemos o treinamento cruel a que são submetidos os novos possíveis integrantes e o Capitão Nascimento desumanizar por completo o seu substituto, para que ele possa deixar um discípulo a altura. A Tropa é forte, cheio de homens másculos que vestem preto e usam uma caveira com uma faca no crânio.
A violência do filme não me chocou, o que prova mais uma vez que estamos saturados deste tipo de cena. E que talvez fiquemos mais frios a cada dia, principalmente pelas atrocidades que acontecem diariamente aqui e no mundo. Não acho que o filme faz apologia à violência. Ele na verdade nos faz pensar na violência a que já estamos habituados e nos ver, infelizmente, participantes dela. O que faremos com esta realidade tão triste que nos cerca?

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No Country for Old Men

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Incrível o novo filme dos irmãos Coen, aqui traduzido para “Onde os Fracos Não Têm Vez”. As traduções quase sempre são um problema, neste caso, a gente pensa que é um filme de faroeste. Não que as referências não estejam lá, mas não é disso apenas que o filme trata. Além de ser uma história muito bem contada, temos o tempo todo o acaso. A sucessão de acontecimentos que preenchem a tela depois que Llewelyn Moss (Josh Brolin) encontra uma mala de dinheiro no deserto, onde uma transação de drogas não dá certo, fez-me perguntar sobre o acaso. Porque apesar dos personagens agirem conforme suas vontades, o acaso está sempre rondando e decidindo muita coisa. Existem outras camadas importantes neste filme, mas aquilo que não conseguimos controlar foi o que me chamou mais a atenção. Javier Bardem cria um assassino impressionante, e Tommy Lee Jones (ótimo como personagem de velho-oeste, como em Três Enterros de Melquíades Estrada) é o Old Man, testemunha de um mundo que não existe mais, substituido por assassinatos em série. “Onde os Fracos…” tem 8 indicações para o Oscar 2008.

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