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Archive for Janeiro, 2008

Moda Ecológica

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Acho muito legal quando a moda se propõe a pensar a ecologia: nosso planeta tá prá lá de devastado… E a produção de roupas polui bastante. Mas também acho importante que estas ações não sejam vazias e feitas apenas como um argumento a mais prá se conseguir mídia (o que muitas vezes acontece). O que seria mais legal mesmo seria saber que as marcas começam a se preocupar com o assunto dentro de suas casas, através de ações como coleta seletiva de lixo, garantia de um ambiente saudável de trabalho, uso de matérias primas de procedência sustentável e técnicas menos poluentes. Fiquei sabendo que um shopping (no Brasil) convidou a Vivienne Westwood para uma ação ecológica, e ela quis saber o que eles já faziam sobre o assunto. Como a resposta foi nada, ela não aceitou o convite. Mandou bem!

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Toda vez que preciso cancelar um serviço, fico enrolando até o último minuto. Mas hoje, tive que ligar prá cancelar uma linha fixa no ateliê, porque resolvi testar o netfone, já que tenho vírtua. Primeiro round: encontrar no menu de voz o cancelamento de linhas. Tive que escolher umas 10 opções até chegar onde queria. Segundo round: esperar pelo atendimento, ouvindo uma música da Enya. Coloquei no viva-voz enquanto trabalhava e o telefone ficou parecendo um rádinho de pilhas AM. Terceiro round: conseguir ser atendida, depois de muita espera. A atendente foi super educada e atenciosa, mas a impressão que tive é de que alguém estava do lado dela com uma arma na mão, e que atiraria, caso ela não conseguisse me fazer mudar de idéia. Eu dava uma justificativa para o cancelamento da linha e ela dizia: mais um momento, por favor… Depois de um momento, lá vinha ela com mais uma justificativa para que eu ficasse com linha, promoções por seis meses, etc, etc. Fui ficando muito nervosa, porque não queria ser mal educada com a pessoa, mas foi tanta insistência, que tive que ser grossa. No final, desliguei me sentindo muito mal, com pena de quem trabalha nestas empresas, onde um atendimento deste tipo, é a norma. Juro que nunca mais terei uma linha deles.

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No final do ano passado sofri uma over dose de filmes do cineasta italiano Michelangelo Antonioni. Tudo começou quando assisti ao filme “Profissão: Repórter” (The Passenger), com Jack Nicholson (incrível!) e Maria Schneider (veja o trailler aqui). Fiquei maluca! Achei a cena final tão inovadora que lá fui eu assistir aos seus outros filmes: “A Aventura”, de 60, “A Noite”, de 61, “O Eclipse”, de 62, “Blow-Up”, de 66, “Zabriskie Point” de 70 (que eu não entendi direito porque vi uma cópia em russo) e Profissão: Repórter”, de 74. Não sei explicar por que este meu interesse, mas recomendo todos os títulos prá quem tiver paciência, e pelo menos “Profissão: Repórter”, prá quem for mais afoito. Explico-me: Antonioni era chamado de ” o poeta do tédio”, pela maneira como filmava as questões existenciais: cenas lentas, silêncios, closes e cortes sem explicação aparente, enfim, um tipo de cinema que não se faz mais atualmente, um cinema que não é intretenimento, mas considerado como forma de expressão “total”: um ponto de encontro entre a arquitetura, literatura, filosofia.

Li a pouco tempo que Antonioni pretendia rodar no Brasil. Fez locações em Brasília e na Amazônia; a aridez em oposição à umidade. Mas nunca conseguiu realizar o projeto, que foi vetado pelo seu produtor. O filme se chamaria “Tecnicamente Doce” e o roteiro é de 66. Bem, acho que teria sido o seu melhor filme. Segundo o próprio diretor, sua “intenção, em resumo, era tocar no tema do canibalismo, declinado sob todas as suas formas”. Imagine só?

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Neste final de semana vimos um filme muito bom, baseado num livro de Philip K. Dick, amigo de Timothy Leary (bom, isso já diz tudo). Num futuro próximo, a guerra do governo norte-americano contra as drogas se juntou à guerra ao terror. A sociedade é cada vez mais policiada, criando um estado de paranóia entre as pessoas que não sabem mais em quem confiar. O Homem Duplo utiliza uma técnica de animação sobre as cenas filmadas (rotoscopia digital) e ver os designers trabalhando no making of me deu um certo frio na espinha. O trabalho durou cerca de um ano. A trilha sonora é bacana, com algumas músicas do Radio Head, como Black Swan. Veja o trailler aqui.

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Saída Criativa 2

Uma surpresa boa foi ter conhecido a psicanalista Andrea Naccache, autora do livro “A Importância e as Condições da Criação no Brasil para as Gerações do Século XXI”, em fase de edição final. Um livro bacanérrimo onde Andrea, permeada através de conversas com o chef Alex Atala, os irmãos Campana, Jum Nakao, João Marcelo Bôscoli, e uma pesquisa com mais de 40 profissionais de várias áreas instiga o leitor a se encontrar enquanto ser criativo neste mundo globalizado, além de muitas outras coisas. O mais bacana foi saber que Andrea resolveu escrever o livro depois de repensar sua carreira. As pesquisas feitas, as entrevistas e pessoas que conheceu proporcionaram a ela uma nova maneira de ser psicanalista. Sempre podemos encontrar formas novas de fazer o que fazemos!

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Saída Criativa 1

Tenho alguns amigos muito talentosos da área de design, vídeo e moda. E temos nos encontrado frequentemente para discutir uma saída criativa à nossa angústia coletiva. Todos nós resolvemos, depois de trabalhar em empresas, tentar uma carreira mais dinâmica através de freelas para diversos clientes. Eis que não sabemos se continuamos na luta, ou nos candidatamos a uma vaga fixa em algum lugar. Nossa frustração em relação a algo fixo, é que não conseguimos sair e respirar e procurar por referências em lugares diferentes e inusitados. E também porque nos sentimos mal aproveitados e pouco desafiados. Nossas referências se tornam muitas vezes a internet e a vogue américa, itália e francesa, no caso de empresas de moda. Mas uma coisa já entendemos: continuar se apoiando em velhos padrões de como trabalhar não nos levará a nada. O mundo muda a cada segundo, precisamos encontrar saídas dignas de criadores que somos!

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