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Incrível o novo filme dos irmãos Coen, aqui traduzido para “Onde os Fracos Não Têm Vez”. As traduções quase sempre são um problema, neste caso, a gente pensa que é um filme de faroeste. Não que as referências não estejam lá, mas não é disso apenas que o filme trata. Além de ser uma história muito bem contada, temos o tempo todo o acaso. A sucessão de acontecimentos que preenchem a tela depois que Llewelyn Moss (Josh Brolin) encontra uma mala de dinheiro no deserto, onde uma transação de drogas não dá certo, fez-me perguntar sobre o acaso. Porque apesar dos personagens agirem conforme suas vontades, o acaso está sempre rondando e decidindo muita coisa. Existem outras camadas importantes neste filme, mas aquilo que não conseguimos controlar foi o que me chamou mais a atenção. Javier Bardem cria um assassino impressionante, e Tommy Lee Jones (ótimo como personagem de velho-oeste, como em Três Enterros de Melquíades Estrada) é o Old Man, testemunha de um mundo que não existe mais, substituido por assassinatos em série. “Onde os Fracos…” tem 8 indicações para o Oscar 2008.
No Country for Old Men
Fevereiro 2, 2008 por popdesign





a vida não seria um acaso?
as nossas vontades, decisões, pensamentos, sinapses de camadas de acaso q foram se sedimentando e nos induzindo a opções frutos do acaso?
eu tb acho que tem muito de acaso, a gente muda o rumo de nossas vidas com decisões muito pequenas, feitas muitas vezes por acaso. Se formos medir cada pequena decisão para não deixar o acaso atuar íamos ficar paralizados e ele (o acaso) neste caso tb ia se manifestar, por exemplo provocando uma caimbra fulminante, por dizer alguma coisa. acho que hj vou ver o filme!
No final óntem assisti Blue Velvet, do David Lynch, nossa, é muito boa, e assustadora, achei genial. Popi, lembre de ti, tu gosta bastante dele, neh? bjus!