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Lust, Caution

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É o novo filme do diretor chinês Ang Lee, o mesmo de Brokeback Montain, e aqui traduzido para Desejo e Perigo.
O filme é lindíssimo, mas causou discussão sobre as cenas de sexo (aposto que deve ter sido nos Estados Unidos, o pessoal lá parece que tem problemas com este assunto). Mas o que me fascinou neste filme é o embate que ocorre entre os gêneros. A espiã, lindamente vestida, com casacos de chuva e vestidos chineses, relógio fininho dourado e chapéu deve seduzir um alto funcionário do governo japonês, no período em que eles invadiram a China. Ele na verdade é um torturador de prisoneiros da resistência chinesa. Ele nunca sorri. Temos então a delicadeza e a sedução feminina contra a aridez, objetividade e agressividade masculinas. Os closes que realçam este jogo (o olhar duro do algoz, seu sorriso sínico e depois uma pequena lágrima, o batom, o perfume, as jóias, todos os arsenais da sedução) dão mais força à situação. O filme possui muitas outras nuances, mas esta foi a que me chamou mais a atenção, porque nos dias de hoje, os gêneros andam um tanto confusos, não? Seria bom que as mulheres voltassem a ser mulheres (e não mulheres disfarçadas de homens) e os homens, homens (e não seres perdidos com a emancipação e masculinização feminina), sem voltarmos ao velho machismo e ao feminismo que acho que não nos servem mais.

Amor pelos Animais

gatinha1O post que mais recebe comentários por aqui é o das celebridades usando casacos de pele. Fico feliz porque a preservação da vida animal é um dos temas que mais me preocupam. Imagine a energia de se vestir com algo que custou o sofrimento de seres vivo?
Tenho desde pequena, uma relação muito próxima aos animais. Morava no interior e sempre fui daquelas que levava um monte de bicho perdido prá casa. Ainda hoje, encontro muitos bichinhos por aí. A última foi esta da foto. Ela teve muita sorte mesmo, estava perdida na Vila Madalena, e chegando numa festa, dei de cara com ela deitadinha no sofá. Trabalhamos em conjunto. Levei-a prá casa e no outro dia, depois de procurar o dono pela Vila Madalena, a Zoe, que também se encantou por ela na festa, acabou arrumando um dono muito legal prá malhadinha. Tenho um profundo respeito pelos animais. Porque acredito que se não fosse por eles, não estaríamos aqui. Dá-me também uma sensação de que não estamos sozinhos, temos companheiros nesta casa chamada Terra. Num momento em que desacredito casa vez mais  no ser humano (penso nisso todos os dias depois de ler o jornal), ter amigos assim é uma benção! Se você quer um bichinho, não precisa pagar um dinheirão, é só ter uma provisão de mais ou menos R$ 100 por mês, tempo prá cuidar dele e procurar algum desses lugares para adotar um amigo:

Vira-lata é Dez.

Loucos por Bichos.

Centro de Controle de Zoonoses.

Adote um Gatinho.

Projeto Cel.

Quintal de São Francisco.

União Internacional Protetora dos Animais.

Bicho no Parque.

Solidariedade à Vida Animal.

Adote um Amiguinho.

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Eu não sei, mas não gosto muito quando a referência vai além da conta e fica evidente no resultado. Como esta campanha de inverno da Arezzo. A lembrança das fotos de Madonna por Steven Klein são evidentes. No mundo contemporâneo, o primeiro passo da criação passa obrigatoriamente pelas referências, a etapa de pesquisa. Porque já sabemos, nada se cria do nada. Temos um tema e com alguma idéia já pré-estabelecida do que vamos querer comunicar, começamos a pesquisa de referências. Com ela, podemos ver diversas maneiras de se dizer o que pretende, lapidar a idéia, e não cair na simplicidade de apenas um resultado. Ao longo da pesquisa, vamos reformatando a idéia e no final, temos um híbrido de informações, que recombinadas, dão origem à uma nova criação. Daí entra o talento do designer em recompor uma idéia, uma linguagem, combinando referências e o próprio repertório. Mas neste caso da Arezzo, a fonte é evidente, nada de novo é apresentado. Uma pena.

Nomes da Moda

Jesuis, alguém de bom gosto nos salve. Estava olhando a revista Elle deste mês e me deparei com os novos anunciantes de moda. Vamos lá: Satryan – Exclusive Shoes and Acessories, DTA, Mamô Brasil, Trettiore., Rery, Mr. Cat, Brix, Andarella, Abusiva, Awake, Dimy, Raphaella Booz, Pulo do Gato, Beejeans, Fellipe Krein, Miezko, Four One, Gata Bakana, Vicenza, Presidium, Guapa Loca, Lança Perfume.

Como se não bastassem os péssimos nomes, as campanhas são tão ruins quanto. Vamos analisar algumas:

Uma que não citei acima, mas que vale a pena comentar é a Colcci. Mais uma vez, nossa musa Gisele em pose, produção e cenário bestas:

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É sempre assim quando se trata da mistura Gisele + Colcci. Faz um tempão que a marca aproveita a diva da forma mais tosca possível, tanto em desfiles quanto em campanhas. Mas o que dizem por aí é que a marca vende horrores, então, acho que preciso voltar prá escola e rever todos os meus conceitos de design e marketing…. O mais triste é saber que o público responde bem a algo tão sem qualidade…. Estamos nos nivelando por baixo.

Mamô Brasil: o site é fofo e a idéia, bem brasileira, mas esta foto não está boa prá uma campanha de revista…. O cabelo parece sujo… e a maquiagem não foi das mais felizes, entre outras coisas. Que informações apreendemos sobre a marca ao ver uma menina cheirando rosas no matagal?
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Trettiore: O site é bonito, mas a tipografia da marca é bem feia. E a campanha, ficou com cara de qualquer coisa. Que informações de moda vemos na foto abaixo? Que mulher é esta? Ela trabalha numa obra? Sua casa está em reforma? Ela está parada neste muro esperando o ônibus? E olha que na Elle, eles fizeram uma edição, poluindo ainda mais a imagem.
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Rery: Esta foto está particularmente ruim. A locação não ajuda, a cor e a geometria estão em desacordo com o look proposto. Bem, e quanto ao look, deixa muito a desejar. A calça parece apertada, e o caimento da barra com este sapato deixou a modelo com pernas esquisitíssimas, parecendo a Margarida, namorada do Pato Donald. A modelo é bonita, mas nada combinou com nada.
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Brix Jeans: A logo é ruim. E nada mais brasileiro que esta galera vinda de Londres, depois de uma trombada com Cindy Lauper.
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Dimy: O tema da coleção é a Turquia. O quão turco é esta foto de campanha? Quantas referências de lá foram retrabalhadas para chegarmos à uma nova linguagem? E a logo é tão esportiva, que lembra uma marca estilo Puma e Nike da vida. Ah! E na campanha, escreveram bem grandão o nome da modelo…
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Raphaella Booz: (Não se assuste com a música quando entrar no site). Aqui está,  Ellen Jabour, usando um vestidinho felpudo com luvas de cetim uva, sandália de crôco pink e bolsa de zebra psicolélica. Onde esta pessoa vai com tantos materiais diferentes? Alguém desta marca conhece a Bonequinha de Luxo – Audrey Hepburn? Ela sim sabia usar umas luvas…
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Pulo do Gato: Não sei o que dizer…. Reparem na quantidade de elementos: Cetim, onça, couro preto, tapete felpudo. E estes elementos estão dispostos assim prá comunicar algo? Conseguimos identificar a mensagem que cetim+onça+couro+felpa quer comunicar? Não. Podemos pensar: esta mulher usa sandália plataforma de onça com camisola? Estaria ela na sala da sua casa? No escritório? Ela é rica, por isso mistura tanta coisa? Não sei, não sei…
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Bem, por enquanto, vou ficando por aqui…. Queria estar tecendo elogios e mais elogios, mas estou muito preocupada com nosso futuro enquanto designers.

Semana passada fui almoçar com um designer fera. Que está há muito tempo no mercado. E ele estava falando que foi contratado para desenvolver uma logomarca. A resposta do cliente ao seu trabalho foi: Não gostei.

Bem, não gostei não é parâmetro prá se jugar algo que um profissional de imagem faz. Se o cliente contrata alguém que estudou e atua em comunicação e design, é de se pensar que ele vai deixar este assunto a cargo do profissional.

Mas não é isto que acontece. Trabalha-se com pessoas de repertório cada vez mais limitado. Que se contenta em dizer um não gostei à principal comunicação de sua marca.

Se este grande designer passa por isso, imaginem nós, pobres mortais tentando sobreviver….

Pista Vip é Mico do Ano

Ontem finalmente pude ver Madonna, no estádio do Morumbi, na STICKY & SWEET TOUR. Depois de meses de espera e de semanas tentando comprar o ingresso, chegou o dia. Conseguimos, depois de muita tentativa, comprar os ingressos na pista Vip. Madonna começou cantando na minha adolescência, e como não pude vê-la na The Girlie Show, esta seria uma oportunidade de conhecer o trabalho da pop star de perto, que há tanto tempo não deixa a peteca cair!!

Quando chegamos ao estádio, tudo ia bem. Pegamos pouco trânsito, não havia filas no acesso à pista Vip, apenas algumas pessoas sentadas já no corredor, (acho que pro show de domingo)! Entramos e a visão foi espetacular. Vimos o palco de perto, com mil tecnologias, telões, luzes, caixas de som incrivelmente pequenas. E dois Ms gigantes ao lado. Cervejinhas de fácil acesso, algumas globais à frente, camarote da Renner, tudo era lindo. Até que começou a apresentação do Paul Oakenfold (dj cafona demais) e percebemos que não veríamos nada! O palco era muito baixo, visivelmente projetado para apresentações em arenas americanas, daquelas de jogo de basquete. Tentei aproveitar o que pude, mas as pessoas que ficavam andando sem parar e os caras com isopor de cerveja tampando a tão pouca visão que já tínhamos e o pior:  a constatação de que paguei muito (R$ 600 + R$ 120 de taxa) por uma droga de lugar me irritou a noite toda. Se soubesse, teria ido para pista ou arquibancada, onde meus amigos visivelmente se divertiram  mais. Nota zero para a produção, que não se preocupou com o público.

No mais, Madonna é fantástica. Cheia de energia, não parou um momento sequer. O show é lindo, impecável, tem passagens emocionantes, como uma música cigana com violões e violino e uma dança das saias. Bem, agora me resta ver melhor o show quando o dvd da tournê chegar as lojas.

Nova Função do Jornalismo

Neste domingo, o ombudsman da Folha de São Paulo escreveu sobre a nova função do jornalismo. Porque o jornalismo como veículo de notícias “fresquinhas” não existe mais, uma vez que a internet cumpre agora este papel. O que resta então ao jornal? De acordo com o ombudsman, uma relação diferente com os fatos, como especular sobre o futuro. O jornal, segundo ele, poderia ter se ocupado das regiões que sofrem com o excesso de chuvas no Brasil, antes das chuvas começarem, e assim, prevenir e ajudar a população. Na minha opinição, analisar opiniões, interpretar, e informar também seria fator de “renascimento” para esta mídia, visivelmente em crise.
Não sou o tipo de leitora passiva. Não deixo que as mídias invadam minha vida se elas não me derem algo em troca. Não tenho mais televisão, e em breve pelo jeito, não assinarei mais jornal. Por que gastar dinheiro com papel impresso com textos superficiais se posso saber dos fatos de graça, na internet?

Jornalismo a Toa

A Folha de São Paulo do dia 06/12/2008, noticiou que a Servatis despejou 10 mil litros de pesticida no rio Guandu, afluente do rio Paraíba do Sul.
A minha indignação foi total. Pelo ocorrido e principalmente pela vergonhosa reportagem da Folha sobre o caso. De acordo com o texto,  a única medida que se tomaria contra esta indústria de agro-químicos seria um processo de ressarcimento pelos gastos que a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto) teve ao evitar a captação do pesticida, o que envenenaria a população do Rio de Janeiro e municípios da Baixada Fluminense. A reportagem não tentou apurar porque esta indústria fez o que fez,  não procurou nenhum biólogo ou autoridade no assunto para falar sobre o caso e muito menos um advogado para se comentar o que juridicamente, poderia-se fazer contra este crime ambiental. A Servatis matou muitos peixes, jacarés, tartarugas e capivaras e quase envenenou pessoas, muitas, aliás. O caso é muito sério para um tratamento jornalístico pífio. No lugar disto, um anúncio gigante da Etna ocupando mais da metade da página. Onde está a dignidade da imprensa e o verdadeiro jornalismo?

Eles Precisam de Ajuda

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Lendo a Revista da Folha de 07 de dezembro, sobre os animais desabrigados em Santa Catarina, senti muita vontade de ajudar. Porém, também pensei na região, uma das mais ricas do Brasil, e seus empresários: Malwee, Hering, Família Kuerten, Menegotti, entre outras tantas. São empresas riquíssimas, que não sabem mais onde investir tanto dinheiro. E não é que não há notícias sobre  o que eles estão fazendo prá ajudar gente da sua terra? Porque sabemos que só eles podem unidos, pressionar o governo, para que a reocupação da região não aconteça mais em áreas de risco. Eles efetivamente possuem peso político para que essa catástrofe nunca mais aconteça. Onde estão eles?

Fonte: <http://feeds.feedburner.com/~r/MundoGump/~3/395240305/>
Texto de Philip Kling David, psicólogo e artista gráfico

A moda de transformar animais em casacos é do século XIX. Os vestidos de festa cobriam pouco o corpo das mulheres e eram fracos para enfrentar o inverno europeu. Para cobrir os ombros, as senhoras da sociedade começaram a usar peles macias de animais como raposas, martas, lebres, chinchilas e visons. As peles eram reluzentes e combinavam com o estilo de tecidos nobres usados naquele tempo. O hábito de usar peles se consagrou no século XX, que provocou uma devastação sem precedentes, com muitos animais, entre eles filhotes, sendo mortos até a quase extinção.
Pensando nisso, resolvi fazer uma pequena referência gráfica do que é UM CASACO DE PELE 7/8 (até o joelho). Cada uma dessas imagens lotadas de animais equivale a quantidade necessária -segundo tabelas internacionais – de animais para fazer apenas um único casaco..

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Entre 24 e 30 raposas são assassinadas para fazer um casaco como este:
Radio City Music Hall

Vison

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Entre 65 e 70 visons são usados para um único casaco de pele. Vison é o bichinho preferido da Iris Bruzzi.

Foca

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Entre 10 e 12 Filhotes de foca que nem desmamaram ainda são usados para cobrir celebridades descartáveis e fúteis, como Jennifer Lopez:

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Lontra

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Um casaco de lontra consome entre 30 e 40 animais para decorar Paris Hilton.

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Coelho

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Já um casaco de pele de lebre ou coelho, mata cerca de 40 a 50 animais.Celebridades bizarras que surgem da noite para o dia adoram tirar onda com casacões de pele. Essas pessoas acreditam que usando peles de animais elas parecerão mais bonitas, mais finas, mais elegantes e chiques. A foto abaixo desmente esta ilusão.

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Chinchila

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O casaco de chinchila consome cerca de 200 animais. São duzentos bichinhos a menos só para enfeitar pela-sacos como o rapper 50 cent. (que não vale nem metade disso) .

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Marta

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O casaco de pele de marta é um dos mais valiosos e extermina 60 animais por peça. Pessoas com conteúdo duvidoso acreditam que caprichando na embalagem terão mais chances. Abaixo vemos a Gisele Bunchen desfilando ao custo de um milhão de dólares os casacos feitos com peles de animais. Questionada sobre sua atitude, ela disse que não via nada de mais!

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Esquilos

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A matança mais sinistra é a dos esquilos. São 400 e poucos deles para um único casaco. Agora eu entendo porque o casaco de pele é tão caro. Mas entendo ainda mais por que o show da Madonna custa 600 pratas o ingresso. É pra Madonna poder comprar casacos de pele.

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Pense nisso. Enquanto houver quem pague, esses animais continuarão morrendo.

Cartaz Rico!

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Neste sábado, participei de uma oficina de cartaz no ateliê do designer Rico Lins. A oficina começou com a leitura das manchetes dos jornais do dia e das capas das revistas semanais. A partir daí, escolhemos um tema e começamos. O meu, foi sobre a 28ª Bienal de São Paulo e o grande vazio atual desta edição e da instituição. Não podíamos utilizar computador, apenas tinta, xerox, fotos de revistas, tesoura, cola. Foi uma experiência enriquecedora.

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Este cartaz surgiu de uma brincadeira com o logo da bienal nesta edição. A curadoria de Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen pretenderam com o andar vazio, provocar a reflexão sobre a instituição, sua vocação e a crise financeira. Até 1962, a Bienal foi ligada ao MAC e formou o acervo do museu. Também servia para colocar São Paulo no roteiro das artes e mostrar o que novo estava sendo feito. Após 62, houve o rompimento com o MAC e é criada a Fundação Bienal. E o evento adota os moldes da Bienal de Veneza, convidando os países a participarem. Em 1980,  repensou-se o evento e iniciou-se a fase curatorial e as questões temáticas. No ponto de vista de Ivo Mesquita, este tipo de forma expositiva não funciona, uma vez que para ele é impossível reunir 150 obras contemporâneas sobre o mesmo tema. E cita a Bienal do Mercosul, como mais um motivo para se pensar a instituição. Sim, pensar a instituição é necessessário e urgente, mas o que se vê ao visitar a 28ª Bienal não provoca reflexões positivas. Mais produtivo teria sido convocar o público a participar do andar vazio com atividades e ações que possibilitassem a discussão.

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